Lembranças

Tem momentos na nossa vida que nos fazem voltar no tempo de uma forma que eu posso até dizer que uma regressão deve ser mais ou menos assim. Você se sente no lugar, sente o cheiro, sente o gosto, revive as sensações, as emoções e consegue descrever de forma nítida o momento como se realmente tivesse feito uma viagem de “volta para casa”.

Eu tenho essa capacidade em mim. Consigo fechar os olhos e voltar completamente. E geralmente isso acontece quando visito algum lugar que me traz boas lembranças ou quando escuto uma música que me faz recordar coisas boas. A música não necessariamente tem que ter feito parte de algum momento bom, mas basta me fazer recordar um momento bom para se tornar especial.

Músicas têm o poder, em mim, de transformar meus dias, de me alegrar, de me fazer esquecer tristezas e de me reportar a momentos que eu faria tudo para reviver. Estava ontem sozinha em casa e escutei essa música: Amar É, do Roupa Nova. É impressionante como me desliguei do mundo (O vídeo é lindo! Assistam!):

Essa música faz carinho no coração da gente. É uma melodia tão gostosa! É linda a ideia de que amar é “envelhecer querendo te abraçar” ou “dedilhar num violão, a canção prá te ninar“.

Ah! Que sensação boa de recordar momentos antigos! São beijos, abraços, carinhos… uma pessoa especial que deixou lembranças boas, as quais eu faço questão de não deixar morrer dentro de mim. E isso não significa que eu ainda esteja apaixonada por essa pessoa. Mas assim como não esqueço as tristezas passadas, faço questão de não esquecer o quanto fui feliz no tempo em que estávamos juntos! O quanto viver era uma felicidade e os planos para o futuro eram praizeirosos.

Sonhos de uma adolescente virando mulher. Sonhos de uma mulher com cara de menina. Sonhos que, por pouco não se tornaram realidade. Lembro como era bom gostar de alguém e me faz bem lembrar disso, mesmo que esse alguém não exista mais dentro de mim como antes. Lembrar das caras de boba, de caras e bocas, de brincadeiras sem sentido, de sorrisos apaixonados, de suspiros sem hora e nem lugar.

E relembrar essas coisas é muito bom. É como se, de alguma forma, pudéssemos reviver aquele momento bom. É poder estar perto de alguém que se foi da nossa vida. É a sensação constante de que nem tudo na nossa vida é sofrimento. É como andar de mãos dadas novamente, receber um abraço forte, deitar num colo que te protege e sentir o carinho de quem te ama.

É relembrar como é bom se encantar com uma borboleta ou saber admirar o pôr do sol ou inventar desculpas e mais desculpas para estar ao lado, grudado. Respirar o mesmo ar, viver intensamente, correr de perigos, sentir a adrenalina de fazer coisas escondidas por amor ou simplesmente de entender que a vida é mais bonita só porque se está amando.

E descobrir que por mais que a gente diga que não, as lembranças boas ficam, marcam e quando a gente menos espera, retornam. Não como um sinal de que precisam ser revividas, mas como um sinal de que precisam ser resgatadas, com pessoas diferentes para lembranças diferentes. De forma alguma para serem substituídas, mas por serem tão boas que merecem ganhar uma nova forma, num novo lugar e com uma nova pessoa.

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12 thoughts on “Lembranças

  1. Olá Aline,

    Fechar os olhos e relembrar bons momentos é sempre maravilhoso… com tais lembranças renovamos forças, encontramos soluções e, muitas vezes, apaziguamos o coração.

    Que tais lembranças sejam para sempre nos encher de esperança, e termos cada vez mais certeza de que o futuro sempre será melhor.

    Bjs.

  2. Concordo!

    Importante lembrar de coisas boas para que nos encoraje a fazer coisas com outras pessoas para sentir o mesmo “frio na espinha” novamente! :)

    bjs

    • “Frio na espinha”… ui ui ui… hahahahahahha…
      Mas vamos com calma, ok? Não adianta fantasiar o que não existe… mas pelo menos você está vendo que não sou eu que me fecho… são eles que não aparecem!!! :P

  3. Oi Amiga!! Gostei das palavras de incentivo do maninho!! ;) Falou tudo!!
    Abra seu coraçãozinho e se permita reviver esses momentos tão bons…
    Bjão bem grandão.

  4. Ahhhhhhhhhhhhhh!! Lindo!
    “(…) Não como um sinal de que precisam ser revividas, mas como um sinal de que precisam ser resgatadas, com pessoas diferentes para lembranças diferentes.” Só que faz algum tempo que “vivo” só de lembranças mesmo, nada de pessoas diferentes…

    Muito bom o texto, Aline! Adorei!

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